Como montar um cardápio que vende no iFood: guia completo com checklist
Um cardápio que vende no iFood tem poucas categorias bem ordenadas, os campeões de venda no topo, nomes claros, descrições que despertam vontade (frase de impacto + ingredientes com sabor e textura + emoção), fotos reais e bem iluminadas, complementos organizados para upsell, combos e preço calculado para cada canal. O cardápio é a vitrine da sua loja: é nele que o cliente decide se coloca no carrinho ou volta para a concorrente. Neste guia, a DeliveFood, consultoria que já montou e reformulou cardápios de mais de 300 marcas e gere hoje mais de 150 lojas no iFood, 99Food e Keeta, mostra passo a passo como montar o cardápio, com exemplos e um checklist de 25 itens.
Por que o cardápio decide as vendas
No funil do iFood, o cliente passa por quatro etapas: vê a loja, abre o cardápio, coloca no carrinho e finaliza o pedido. Capa, logo, nota e tempo de entrega levam o cliente até o cardápio. A partir daí, é o cardápio que converte. Se a loja tem muitas visitas e pouca gente coloca no carrinho, o problema quase sempre está aqui: fotos fracas, descrição pobre, categorias confusas ou preço desalinhado. Veja o funil completo em como vender mais no iFood.
1. Estrutura de categorias
O cliente de aplicativo rola a tela com o polegar e decide em poucos segundos. Categorias demais cansam; categorias genéricas confundem.
- Entre 5 e 9 categorias costumam bastar para a maioria das lojas. Mais que isso, avalie se não dá para agrupar.
- Nomes de categoria que o cliente entende: “Lanches artesanais”, “Combos”, “Porções”, “Bebidas”, “Sobremesas”. Evite nomes criativos demais que não dizem o que tem dentro.
- Uma categoria de destaque no topo (“Mais pedidos”, “Os queridinhos da casa”) com 3 a 6 itens campeões.
- Itens por categoria: poucas opções bem escolhidas vendem mais que listas enormes. Se uma categoria tem 25 itens, provavelmente há itens que ninguém pede (veja engenharia de cardápio).
Ordem recomendada das categorias
| Posição | Categoria | Por quê |
|---|---|---|
| 1 | Destaques / Mais pedidos | Mostra o que a loja faz de melhor e acelera a decisão. |
| 2 | Combos | Aumenta o ticket médio logo de cara. |
| 3 | Carro-chefe (lanches, pizzas, pratos) | O motivo de o cliente estar ali. |
| 4 | Linhas secundárias (frango, veggie, especiais) | Atende quem quer variar. |
| 5 | Acompanhamentos e porções | Upsell natural. |
| 6 | Sobremesas | Aumenta ticket no fim da jornada. |
| 7 | Bebidas | Quase todo pedido pode levar uma. |
Dentro de cada categoria, coloque primeiro as estrelas (itens que vendem muito e deixam boa margem) e os itens que você quer empurrar. O cliente tende a escolher entre os primeiros que vê.
2. Nomes que vendem
O nome é a primeira coisa que o cliente lê, muitas vezes junto com a foto em miniatura. Ele precisa dizer o que é e, se possível, o diferencial.
- Fórmula: tipo de produto + ingrediente ou característica principal + tamanho, quando fizer diferença. Ex.: “Smash Duplo Cheddar”, “Pizza Calabresa Grande (8 fatias)”, “Açaí 500 ml com 3 adicionais”.
- Evite nomes que só a casa entende (“Lanche do Zé”, “Especial Nº 3”) sem dizer o que vai dentro. Se a marca tem nomes próprios, use o nome + o que é: “Brutão: burger duplo com costela”.
- Pense na busca. O cliente digita “hambúrguer”, “pizza de calabresa”, “açaí”, “marmita”. Ter essas palavras nos nomes e nas descrições ajuda o item a ser encontrado.
- Sem caixa alta e sem excesso de emoji. Atrapalha a leitura e passa amadorismo.
3. Descrições: frase de impacto + ingredientes com sabor e textura + emoção
Descrição que só lista ingredientes (“pão, carne, queijo, alface, tomate”) informa, mas não vende. A fórmula que usamos nas lojas que gerimos tem três partes:
- Frase de impacto curta no começo, que resume a promessa do produto.
- Ingredientes descritos com sabor e textura: suculento, crocante, cremoso, aveludado, dourado, macio, gratinado.
- Fechamento emocional, que conecta o produto a um momento ou memória.
Exemplos prontos para inspirar
Espetinho / prato de carne: “Carne nobre, textura irresistível. Cubos suculentos de alcatra grelhada, cream cheese aveludado e parmesão dourado, no equilíbrio do nosso molho misto. Churrasco de domingo, direto no seu prato.”
Hambúrguer: “Suculência em cada mordida. Blend bovino de 150 g selado na chapa, cheddar cremoso derretendo, bacon crocante e pão brioche macio levemente tostado. Aquele lanche de sexta que você espera a semana inteira.”
Pizza: “A clássica que nunca erra. Molho de tomate artesanal, muçarela gratinada, calabresa fatiada fininha e cebola roxa sobre massa de fermentação lenta, leve e crocante na borda. Pizza de família reunida, do jeito que tem que ser.”
Açaí: “Gelado na medida certa. Açaí cremoso batido na hora, banana fresquinha, granola crocante e leite condensado escorrendo por cima. O docinho que salva qualquer tarde.”
Marmita / comida caseira: “Comida de verdade, feita hoje. Arroz soltinho, feijão temperado no alho, bife acebolado macio e farofa dourada na manteiga. Gosto de almoço na casa de vó.”
Regras para descrições
- Seja verdadeiro. Se diz “150 g”, entregue 150 g. Descrição que promete mais do que entrega vira avaliação negativa.
- Informe o que importa para decidir: tamanho, quantidade de fatias, peso, quantas pessoas serve, se é picante.
- Coloque os ingredientes principais primeiro, porque a prévia da descrição é cortada.
- Alergênicos e restrições: deixe claro se tem lactose, glúten, amendoim ou se é vegano.
- Mantenha um padrão de tom em todo o cardápio. Ele faz parte da identidade da marca.
4. Fotos: o que mais pesa na conversão
Em praticamente todas as análises de loja que fazemos, foto é o ponto que mais faz diferença rápida. Foto escura, de celular sem cuidado ou de banco de imagens derruba a conversão do item.
- Foto do produto real, do jeito que chega ao cliente. Foto de banco de imagem gera frustração e reclamação.
- Luz natural ou luz difusa, sem sombras duras. Evite flash direto.
- Produto ocupando a maior parte do quadro, porque a miniatura no aplicativo é pequena.
- Fundo limpo e consistente em todo o cardápio.
- Mostre textura: queijo derretendo, corte do lanche mostrando o recheio, fatia de pizza puxando.
- Combos com tudo o que vem na foto.
- Siga as especificações do iFood de tamanho e formato, que você encontra no Portal do Parceiro, e evite textos e logotipos grandes sobre a foto.
- Todos os itens com foto, inclusive bebidas e acompanhamentos.
5. Complementos: onde está o ticket médio
Os grupos de complementos são o lugar do upsell no iFood. Bem organizados, aumentam o ticket; mal organizados, fazem o cliente desistir.
- Complementos obrigatórios só para escolhas reais: ponto da carne, sabor, tamanho, molho incluso.
- Complementos opcionais para vender mais: “Turbine seu lanche” (bacon, cheddar, carne extra), “Acompanhamentos”, “Que tal uma bebida?”.
- Limite de opções por grupo: poucas opções bem escolhidas convertem melhor.
- Preço visível e redondo nos adicionais, com margem alta. Um bacon extra a R$ 5,90 com custo de R$ 1,20 deixa proporcionalmente muito mais margem que o lanche principal. Veja os cálculos em combos e itens isca.
- Reaproveite grupos entre itens para facilitar a manutenção.
6. Combos
Tenha pelo menos três tipos: solteiro (1 pessoa), casal (2 pessoas) e família (3 a 4 pessoas). O combo deve:
- Ter desconto percebido sobre o preço avulso (na prática, de 10% a 20% costuma funcionar).
- Ter preço acima do preço mínimo calculado pela ficha técnica e pelo canal.
- Mostrar no nome ou na descrição o que vem e quanto o cliente economiza.
- Incluir itens de margem alta, como batata, porções e bebidas.
Monte o seu cardápio com quem faz isso todo dia
A Mentoria DeliveFood ensina montagem de cardápio, engenharia de cardápio, precificação e campanhas do iFood com o método aplicado em mais de 150 marcas. Na versão Black, 1 hora individual com o Edson para revisar o seu cardápio.
Conhecer a MentoriaAgendar Análise de Loja (R$ 99,90)7. Preços: psicologia e cálculo
Primeiro o cálculo, depois a psicologia
O preço começa pela conta: custo do produto (ficha técnica + embalagem) dividido por um menos a soma de comissão, taxa de pagamento, impostos, custo fixo e lucro desejado. O passo a passo está em como precificar no iFood. Só depois de saber o preço mínimo você aplica as técnicas de apresentação.
Técnicas de apresentação
- Finais ,90 ou ,99: são o padrão nos aplicativos e o cliente está acostumado.
- Ancoragem: um item premium mais caro no topo da categoria faz os demais parecerem mais acessíveis.
- Tamanhos com diferença lógica: se a média custa R$ 16,90 e a grande R$ 22,90, a grande parece vantagem quando entrega bem mais quantidade.
- Coerência entre itens: um lanche mais simples não pode custar mais que o completo.
- Itens isca com moderação: 2 ou 3 itens de entrada atrativos, no máximo.
8. Cardápio por canal: iFood, 99Food, Keeta e delivery próprio
O mesmo produto não pode ter o mesmo preço em todos os canais, porque cada um tem custos diferentes. No exemplo do nosso guia de precificação, um hambúrguer com custo de R$ 12,00, impostos de 6%, custo fixo de 18% e lucro desejado de 15% precisa custar:
| Canal | Comissão + taxa (referência) | Soma dos percentuais | Preço certo |
|---|---|---|---|
| iFood Plano Entrega | cerca de 23% + 3,2% | 65,2% | 12 ÷ 0,348 = R$ 34,48 |
| Delivery próprio | 3% (maquininha/Pix) | 42% | 12 ÷ 0,58 = R$ 20,69 |
Taxas podem mudar e variar por contrato: confira sempre no Portal do Parceiro. No 99Food e no Keeta, use as condições do seu contrato e os programas de frete de cada um. Outras diferenças entre canais:
- Combos e itens podem variar: um combo exclusivo no canal próprio incentiva o pedido direto.
- Campanhas mudam a conta: se um item vai entrar no Hits ou na Campanha Inteligente, o preço precisa considerar o subsídio ou o desconto.
- Estrutura igual, preço diferente: manter os mesmos nomes, descrições e fotos em todos os canais facilita a gestão e fortalece a marca.
9. Exportação do cardápio: não digite tudo de novo
Um dos maiores desperdícios de tempo em loja de delivery é cadastrar o mesmo cardápio várias vezes: no PDV, no cardápio digital, em cada aplicativo. E cada redigitação é uma chance de erro de preço.
O PriceFood, app de precificação desenvolvido pela DeliveFood, calcula o preço certo de cada item por canal e exporta o cardápio para sistemas como Saipos, Cardápio Web, Consumer e Anota AI. Assim, o preço que você calculou com ficha técnica, CMV e taxas é o mesmo que chega ao sistema, sem digitação manual. Ele também monta combos solteiro, casal e família, marca itens isca e calcula pizza meio a meio proporcional.
10. Disponibilidade, horários e manutenção
- Item esgotado deve ser pausado na hora. Pedido cancelado por falta de item derruba a avaliação e a posição da loja.
- Cardápios por horário (almoço e jantar) ajudam lojas que vendem coisas diferentes ao longo do dia.
- Revisão mensal: fotos, descrições, preços e itens que não vendem.
- Revisão de preço sempre que um insumo subir (veja CMV no delivery).
Erros que mais derrubam a conversão do cardápio
- Itens sem foto ou com foto de banco de imagem.
- Descrição só com lista de ingredientes.
- Categorias demais e itens que ninguém pede.
- Campeões de venda escondidos no meio do cardápio.
- Complementos obrigatórios desnecessários que cansam o cliente.
- Preço igual ao do balcão no iFood.
- Combos sem economia clara ou abaixo do preço mínimo.
- Cardápio desatualizado, com itens indisponíveis ativos.
Checklist de 25 itens para um cardápio que vende no iFood
Estrutura
- [ ] Entre 5 e 9 categorias com nomes claros
- [ ] Categoria de destaques no topo com 3 a 6 campeões
- [ ] Combos logo após os destaques
- [ ] Estrelas no início de cada categoria
- [ ] Itens sem venda revisados ou retirados (engenharia de cardápio)
Nomes e descrições
- [ ] Nomes dizem o que é o produto e o diferencial
- [ ] Palavras que o cliente busca presentes nos nomes
- [ ] Descrições com frase de impacto + ingredientes com sabor e textura + emoção
- [ ] Tamanho, peso, fatias ou quantas pessoas serve informados
- [ ] Alergênicos e restrições sinalizados
Fotos
- [ ] Todos os itens com foto do produto real
- [ ] Fotos bem iluminadas, com o produto ocupando o quadro
- [ ] Padrão visual consistente em todo o cardápio
- [ ] Combos com foto mostrando tudo o que vem
- [ ] Capa e logo da loja atualizadas
Complementos e combos
- [ ] Complementos obrigatórios só quando necessários
- [ ] Grupos opcionais de upsell (turbinar, acompanhamentos, bebidas)
- [ ] Combos solteiro, casal e família
- [ ] Combos com economia clara e acima do preço mínimo
- [ ] No máximo 2 a 3 itens isca
Preço e operação
- [ ] Fichas técnicas atualizadas com embalagem
- [ ] Preço calculado para cada canal (iFood, 99Food, Keeta, próprio)
- [ ] Campanhas e Hits simulados antes de aderir
- [ ] Itens indisponíveis pausados na hora
- [ ] Revisão mensal de preços, fotos e descrições agendada
Quem monta cardápios todos os dias
Montagem e engenharia de cardápio fazem parte da rotina da DeliveFood em lojas de todo o Brasil. Temos cases de lojas que saíram do zero para mais de R$ 150 mil de faturamento em menos de 1 ano, e o cardápio sempre foi parte central desse trabalho.
Se você quer aprender a fazer, a Mentoria DeliveFood (Diamante e Black) ensina o método completo e inclui o PriceFood. Se prefere que a nossa equipe monte e gerencie, conheça a Gestão de Lojas e o Serviço Full DeliveFood. E para um diagnóstico rápido, agende a Análise de Loja de 1 hora por R$ 99,90 pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Quantas categorias deve ter um cardápio no iFood?
Para a maioria das lojas, entre 5 e 9 categorias bem nomeadas são suficientes, com uma categoria de destaques no topo. Mais que isso costuma indicar itens que poderiam ser agrupados ou retirados.
Como escrever uma boa descrição de produto para delivery?
Comece com uma frase de impacto curta, descreva os ingredientes com palavras de sabor e textura (suculento, crocante, cremoso, dourado) e termine com uma frase emocional que ligue o produto a um momento. Informe também tamanho e quantidade.
Posso usar fotos da internet no cardápio do iFood?
Não é recomendado. Além de questões de direito de imagem, foto que não mostra o produto real gera frustração, reclamação e avaliações negativas. Use fotos do seu produto, bem produzidas.
O preço no iFood pode ser diferente do delivery próprio?
Pode e deve. A comissão e as taxas do aplicativo precisam estar dentro do preço. Muitas lojas oferecem o melhor preço no canal próprio para incentivar o pedido direto.
Como exportar o cardápio para o PDV ou cardápio digital?
O PriceFood exporta o cardápio com os preços calculados para sistemas como Saipos, Cardápio Web, Consumer e Anota AI, evitando redigitar tudo e reduzindo erros de preço.
De quanto em quanto tempo devo atualizar o cardápio?
Faça uma revisão mensal de fotos, descrições e itens, refaça a engenharia de cardápio a cada 60 a 90 dias e revise preços sempre que um insumo subir.
Domine o iFood de ponta a ponta
A Mentoria DeliveFood ensina tudo o que aplicamos nas mais de 150 marcas que gerimos: cardápio, funil, campanhas, Hits, precificação e operação. As mentorias Diamante e Black já incluem o PriceFood.
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